Contratar ou terceirizar: o que fazer quando não se tem o que precisa

By 02/02/2017 November 6th, 2017 Crescimento

A decisão de contratar um novo colaborador ou terceirizar este serviço pode ser árdua até mesmo para os empreendedores mais experientes. Prezar por custo ou qualidade? Flexibilidade ou controle? Esse dilema, apesar de parecer simples, tira o sono de grande parte das startups em fase inicial que não contam com capital ou até mesmo rede de contatos para encontrar a pessoa certa.

Neste post, iremos refletir sobre o assunto e discutir qual a melhor opção de acordo com cada situação.

Contratar

Como via de regra, faz-se necessário contratar quando a atividade demandada é core do negócio, ou seja, está diretamente ligada com a solução (produto ou serviço) e estratégia da empresa. Para ficar mais claro, basta imaginar se esta atividade é contínua ou pontual. Em um negócio de tecnologia, por exemplo, em que o desenvolvimento da solução é regular, ter um responsável interno para assumir este papel faz mais sentido que terceirizar. Neste caso, a atividade exercida é uma atividade-fim, na qual a empresa não vive sem.

Dentro de uma startup, ou qualquer outro negócio, vale investir em uma equipe de profissionais qualificados que poderá ser controlada internamente quando executam uma atividade-fim. Com isto, diminui-se o risco de perda de controle e qualidade do serviço.

Muitas vezes empreendedores se confrontam com situações em que a tarefa específica não aparenta estar relacionada ao core do negócio. Aqui no Darwin Starter, tivemos a situação em que uma das startups aceleradas não via a experiência do usuário como core de seu negócio. Apesar de não parecer, a interface de sua está diretamente ligada ao resultado obtido – lê-se engajamento e conversão. Exemplos desse tipo incluem startups já conhecidas em nosso país como Banco Neon, Nubank, e Conta Azul. Todas estas possuem equipes internas com habilidades em UX e UI para melhorar o user experience.

Outra situação comum de startups em fase inicial, é a falta de recursos para financiar um novo membro da equipe. Neste caso, o vesting é uma ótima opção que ajuda a trazer pessoas fora da faixa salarial almejada.

Vale ressaltar que, devido a dificuldade para formar uma equipe de qualidade, a terceirização de determinadas tarefas pode ser uma forma paliativa para resolver determinada situação. Essa estratégia é muito útil quando não é possível se dar ao luxo de ter certa atividade parada e a busca por um responsável para a vaga ande em paralelo. O importante aqui é observar que, no longo prazo, este tipo de medida pode causar dores de cabeça relacionadas a agilidade da entrega, comprometimento e qualidade do serviço, por isso, caso a função seja uma atividade-fim dentro da startup, é essencial construir uma equipe de primeira simultaneamente.

 

Terceirizar

Quando o serviço não faz parte do escopo de atividades principais da Startup, a terceirização se torna uma ótima opção. Para startups em fases iniciais, é muito comum terceirizar atividades como assessoria jurídica, assessoria contábil e assessoria de imprensa. Note que estes serviços são, na maioria das vezes, atividades pontuais que não justificam a contratação de pessoas full-time para executá-las.

As principais vantagens da terceirização são relacionadas a custo e flexibilidade. Caso precise fazer a edição de vídeo ou criação de cartão de visitas, por exemplo, é possível contratar freelancers para executar estas atividades sem tirar o olho do que é mais importante no seu negócio. Além de ter mão-de-obra especializada nesta situação, não existe incremento no custo fixo do negócio. A alta carga tributária brasileira faz com que a terceirização seja a melhor opção para trabalhos pontuais.

E isso é o que acontece com grande parte das startups aceleradas pelo Darwin Starter. Elas tem disponível assessoria contábil e jurídica para ajudar nos assuntos que não são relacionados a suas atividades-fim.

Mas tudo tem seu custo. Deixar algo na mão de outra pessoa abre brecha para diversos problemas.  Um freelancer pode ter outros clientes e prioridades. Ele não se importará com seu negócio tanto quanto um empregado, por isso é comum haver falta de comprometimento e atrasos nas entregas de serviços terceirizados.  

Além disso o menor controle das atividades, falta de disponibilidade e baixa qualidade, também são desvantagens de se trabalhar com terceiros. Caso não haja gestão e cobrança, a expectativa de gerar economia e agilidade, pode se tornar frustração e dor de cabeça.

Ao se confrontar com este tipo de indecisão, o melhor a se fazer é colocar na balança todos os pontos positivos e negativos de uma contratação ou terceirização. Qualquer decisão tomada aqui terá um trade-off. Será necessário abrir mão de algo para conseguir outra coisa, seja isso bom ou ruim.

Levar em consideração as prioridades da startup e seu momento, podem ajudar na escolha. A dica aqui é pensar no longo prazo e prestar atenção nas atividades essenciais de sua startup. Quando a função está relacionada ao core, a formação de uma equipe interna é aconselhável. Para atividades pontuais ou não relacionadas às atividades-fim, terceirizar será uma ótima opção.

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